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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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A insatisfação dos outros parasitas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O viés ideológico presente em tudo na vida nacional

A manifestação de servidores federais sobre a exclusividade de reajuste salarial apenas para o pessoal ligado à Segurança Pública repercutiu de forma negativa para o Planalto. O que se viu pela mídia deve forçar um posicionamento oficial deste governo. Será que vai manter a decisão anunciada há algum tempo atrás? Como o presidente Bolsonaro vai administrar esta situação em um ano eleitoral? Há forte indícios de greve em várias atividades importantes para o funcionamento da máquina pública, inclusive de arrecadação de tributos como a Receita Federal.
O fato é que isso somado à pandemia – outro calo desagradável ao presidente negacionista – coloca esta gestão contra a parede. Afinal, o parasita, assim chamado pelo ministro Paulo Guedes, principalmente aquele que recebe salário mais alto, também está insatisfeito. Isso vem ao encontro do que o próprio Posto Ipiranga declarou há algum tempo atrás: alguns servidores deviam receber salários mais altos, como uma forma de atrativo para deixar a iniciativa privada. Portanto, o momento é mais do que apropriado para ele mostrar como fazer isso na prática.
Quem acompanha a luta dos servidores da Saúde nesta pandemia discorda do reajuste seletivo para os profissionais da Segurança. Como não reconhecer que a maioria ultrapassou a simples obrigação como trabalhador? Onde está a tão valorizada meritocracia? Sem apelar para a baixaria, uma prática comum neste governo, mas tem como comparar o risco de vida entre os atendentes contaminados pela Covid-19 com o dia a dia de um policial rodoviário? Se há igualdade entre os parasitas... por que um merece mais que o outro? Um simples e daí? não é a resposta.
Mas o silêncio do Planalto sobre o assunto é inexplicável. A prioridade para o presidente da República se voltou às urnas eletrônicas nas eleições, a sua confiabilidade, o comparecimento à Polícia Federal para defender as suas declarações acusatórias de fraude. Talvez a conta da forma de tratar os servidores públicos esteja sendo cobrado agora, da responsabilidade que o cargo impõe ao ocupante. Pouco adianta dizer que houve mal-entendido nas suas declarações e do seu superministro Paulo Guedes. Ou não se deve levar a sério nada do que eles falaram?
Infelizmente o que a população tem visto ao longo deste governo é que nada declarado pode ser considerado como se o martelo já fosse batido. É um tal de diz e desdiz que deixa todo mundo confuso. Será que a afirmação de desfazer tudo o que os corruptos do PT fizeram ainda se sustenta? Para tudo tem uma desculpa de ocasião: reformas não aprovadas, estados com ICMS abusivos, STF atrapalhando, imprensa comunista e mentirosa. O que sobra que depende exclusivamente do Poder Executivo? Como os antecessores governaram? Basta escolher é fazer!
Àqueles que aconselham o presidente da República a falar menos e agir mais, os seus apoiadores tratam como antipatriotas, os que engrossam a fileira dos conspiradores e querem o pior para o país. Mas qual problema causaria uma declaração esclarecedora sobre o que pode ser feito quanto ao reajuste de salários dos servidores púbicos? Se não dá para atender todos... por que privilegiar apenas uma determinada classe? Vale a pena fazer isso ou o critério adotado foi o da meritocracia pura e simples? Até para gerenciar “parasitas” existe uma enorme dificuldade.
Certamente alguns servidores públicos que elegeram o atual presidente da República estão decepcionados com o que veem. Há exceções, claro, mas a grande maioria acha que somente o antipetismo não resolveu os problemas estruturais da Administração Pública. Seria fácil e cômodo sair fuzilando quem não concordasse com a gestão que comanda o país há mais de 3 anos. Mas o tempo já permite uma avaliação sobre os avanços, mensurando os pontos positivos e as metas estabelecidas. Daí que é possível citar o que melhorou e onde houve até retrocesso.
Diz-se que o livre arbítrio é a arma mais valiosa de um ser humano, principalmente os que vivem sob um regime democrático de direito. Quem não estiver satisfeito com o seu emprego pode tranquilamente procurar outro. Da mesma forma que os descontentes com o país não é obrigado a permanecer por aqui. São argumentos simplórios diante de uma situação que exige um pouco mais de embasamento. Por que o cidadão não pode questionar a forma de reajuste diferenciado entre os servidores? Não se trata de insubordinação, mas de justificativas aceitáveis. Portanto...

J R Ichihara
19/01/2022
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