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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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As maravilhas que ouvimos, mas a realidade que vemos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Um pouco de São Tomé não faz tanto mal assim

O cidadão brasileiro remanescente da década de 1990 sempre ouviu das autoridades e de muitos especialistas que o nosso problema nos preços de alguns produtos industrializados é a falta de concorrência. Que o mercado fechado, que impedia a vinda de multinacionais estrangeiras para o nosso pais, precisava ser urgentemente aberto e oferecido às empresas de fora. Depois que isso acontecesse, o povo teria direito de escolher com preço baixo e alta qualidade. O monopólio e os cartéis agrediam significativamente o bolso do consumidor. Quem não via isso?
Quando o governador de Alagoas Fernando Collor chegou à presidência da República disse que bastava de pagar caro por carroças – eram os carros oferecidos à população – atraindo montadoras de outros países. Portanto, quem so podia adquirir Volkswagen, Ford, Chevrolet e Fiat teria um leque de ofertas com preço e tecnologia de Primeiro Mundo. O Caçador de Marajás, como ficou conhecido e virou presidente vencendo o sindicalista Lula, saiu pelas portas do fundo do Alvorada, mas o legado que deixou está muito longe de ser o sonho de consumo nacional.
Realmente, o usuário de hoje tem no Brasil uma lista generosa de ofertas de veículos automotivos. O Japão trouxe a Honda, a Mitsubishi, a Nissan, a Suzuki e a Toyota. A Coreia do Sul veio com a Hyundai e a Kia. Da França temos a Renault e a Peugeot. Isso somado às que estão aqui há décadas não seria o bastante para estabelecer uma concorrência para baixar os preços? Mas o que vemos é que os carros vendidos aqui são absurdamente caros se comparados com o poder aquisitivo do trabalhador médio. Ou alguém tem outro argumento para justificar?
Mas nem só de compra de carros vive o contribuinte brasileiro. Sempre ouvimos orgulhosos que o nosso país bateu recorde na produção de grãos e de proteína animal ou na exportação de minério, os chamados commodities. Só que isso repercute de forma indiferente no poder aquisitivo do povo. O que a mídia divulga é a situação de fome e desemprego que assusta a maioria da população, além do endividamento considerável de milhões de pessoas. Temos de dar crédito apenas ao que ouvimos ou o que vemos precisa ser levado em consideração?
Infelizmente o desgaste na credibilidade das Instituições cresce a olhos vistos. Denúncias sobre corrupção nos Três Poderes para todos os gostos e investigações. Mas no meio disso tudo uma delas é imaculada: as nossas gloriosas Forças Armadas. Só que até ela está no rol das suspeitas de descaso om a verba pública. Compra de supérfluos e até estimulantes sexuais mancharam a reputação de uma classe de retidão ética e moral inquestionável. Aos críticos do atual governo federal, o que não admite corrupção na sua gestão, a máscara caiu há muito tempo.
Uma simples declaração de que alguém é “terrivelmente evangélico” já o credencia como de um comportamento acima de qualquer suspeita? Mas um episódio envolvendo um cidadão com este perfil nos força a uma reflexão sobre tamanha credibilidade. A arma do ex-ministro da Educação e pastor Milton Ribeiro disparou acidentalmente durante o check in no aeroporto de Brasília, nesta segunda-feira (25/4/22). Ninguém foi ferido gravemente, mas haverá uma investigação sobre isso. Por que alguém que tem Deus acima de todos precisa andar armado?
Insistindo no comportamento dos que norteiam suas vidas pelos ensinamentos bíblicos e são imunes às tentações comuns aos demais pecadores, citamos o caso dos pastores que exigiam propina dos prefeitos de São Paulo para facilitar a liberação de verbas para a área da Educação. Será que para eles a fé também move montanhas... de dinheiro? Se os exemplos desmistificam a santidade rotulada pelo nosso presidente da República, que também coloca Deus acima de todos, como acreditar cegamente no que dizem os falsos profetas do século XXI? Ouvir e ver dá nisso!
O momento que vivemos pela proximidade das eleições presidenciais será recheado de denúncias sobre os podres dos candidatos. Vai render muito a notícia de que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que o ex-presidente Lula foi condenado e preso no julgamento da Operação Lava Jato de forma parcial. Teve os seus direitos civis, políticos e à privacidade violados. Quando perguntado sobre a decisão, o autor da sentença juiz Sergio Moro disse que o parecer “não inocenta Lula e nem nega a corrupção da Petrobras”

J R Ichihara
30/04/2022

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