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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Por que nada neste governo desagrada o cercadinho?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Diz-se que o PT gosta de pobre, mas a recíproca é verdadeira?

O cidadão apartidário, aquele que quer somente um país onde todos possam viver em paz e longe de conflitos, custa a acreditar na fidelidade incondicional da turma que apoia tudo que o presidente Bolsonaro faz na sua gestão. Pouco importa a situação da economia divulgada pela mídia – essa sempre joga contra o país – e o isolamento do nosso país pela comunidade internacional, o conhecido G7. As dificuldades são facilmente compensadas porque nos livramos dos corruptos das gestões anteriores, os que afundaram o país. Daí a veneração pelo Mito.
Na semana em curso, a mídia revelou que 70% das famílias brasileiras não conseguem pagar as suas contas em dia. Além disso, a inflação já ultrapassou a meta prevista e o salário retrocedeu ao poder aquisitivo de 10 anos atrás. Mais preocupante ainda é que os endividados e inadimplentes são da classe que ganha salários mais altos. Portanto, como os que ganham um salário-mínimo conseguem sobreviver? Soube-se que os gêneros alimentícios são os itens que mais pesaram no aumento da inflação, seguidos dos combustíveis derivados do petróleo. E daí?
Quantos sentem que a resposta do Planalto organizando motociata e comícios sobre esta situação preocupante é a mais eficaz? Afinal, a liberdade de expressão é um direito pessoal inviolável. Quem não gostar disso que procure o caminho de Cuba ou da Venezuela. Simples assim! Por isso, vemos postagens nas redes sociais de que basta trabalhar mais para encher o carrinho do supermercado e o tanque do carro. O problema é que o pobre fica esperando tudo do governo e não procura resolver nada, restando o chororô e o mimimi. Não é um povo preguiçoso?
Será que a afirmação do presidente Bolsonaro de que sentiu orgulho ao conceder perdão ao deputado Daniel Silveira, condenado por atos antidemocráticos no julgamento do STF, recebeu calorosos aplausos da turma do cercadinho do Alvorada? Ou que as manifestações de apoio à sua impecável gestão no Dia do Trabalhador demonstraram quanto estamos no caminho certo? Comparativos à parte, o fato é que, segundo os levantamentos ditos pela mídia, 30% dos eleitores votarão no Mito para a reeleição. Portanto, um terço do país acha que estamos bem servidos.
Talvez o equívoco da oposição seja entrar no ambiente que favorece o presidente Bolsonaro. Ele gosta do enfrentamento, das discussões que geram atritos entre os Poderes, em que as propostas na solução dos problemas fiquem fora da pauta. O mais importante é dizer que as urnas são vulneráveis a fraudes e que por isso As Forças Armadas devem fiscalizar a contagem dos votos ou fazer um controle paralelo. Foi a proposta dele. Sorte que a Câmara e o Senado declararam o apoio ao TSE. Mas aproveitou para ironizar a declaração de Lula sobre a Polícia.
Uma habilidade que se pode perceber facilmente é a de desviar o foco das “cuestões” prioritárias de curto, médio e longo prazo. Basta a pressão aumentar por causa dos aumentos de preços de alimentos e combustíveis que surge uma notícia polêmica ou organiza-se uma motociata. Reponsabilidade é para ser terceirizada. Este governo tem muitos problemas inadiáveis como combater a corrupção, a mamata e o toma lá dá cá. Só quem não entende o esforço planaltino na transparência critica o sigilo decretado pelo presidente Mito em algumas informações.
Mas as estocadas nos inimigos e a troca de farpas entre o Executivo e o Judiciário é apenas o aquecimento pré-campanha eleitoral. Na hora da verdade, quando as propostas ganharão estatura diante das frivolidades, ou os esclarecimentos se farão necessários, a população vai conhecer como cada candidato se sairá. Qual serventia terá o fato de o ex-presidente Lula ter sido preso injustamente, segundo parecer da ONU, pelo ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato? Será que a falência das empreiteiras aumentou o desemprego no país?
Infelizmente as agressões entre o Executivo e o Judiciário nada resolvem diante da realidade que a população enfrenta. Inflação alta, salário baixo, preços de alimentos e combustíveis na estratosfera não chegam ao patamar aceitável com o fim dessa pendenga. Muito menos com a obrigatoriedade da tornozeleira eletrônica no deputado Daniel Silveira. O que essas preocupações significam na fila do pão? Será que este governo está priorizando discutir o que realmente interessa ao povo? Ou essa cortina de fumaça é uma estratégia muito bem usada?

J R Ichihara
03/05/2022

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