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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Despreparo para enfrentar crises e adversidades
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se fuzilar quem não concorda resolvesse...

Todo gestor público, independente do viés ideológico, é escolhido para resolver os problemas existentes e criar condições para enfrentar as situações no futuro. Isso é básico para que a população o eleja nos diversos cargos do Legislativo e do Executivo brasileiro. Quem não aceita críticas sobre o seu desempenho não deveria ocupar nenhuma cadeira onde as cobranças fazem parte do dia a dia. Os cargos são para se expor perante a opinião pública e dar satisfações sobre a aplicação dos recursos arrecadados de todos. Simples assim! Algum problema nisso?
Portanto, usar a desculpa que os outros Poderes não o deixam governar é conversa de cercadinho para os fãs incondicionais. Da mesma forma que se autopromover como o imaculado contra a corrupção, a mamata e o toma lá, dá cá só funciona para quem fecha os olhos para a realidade. O que a maioria desabrigada, passando fome e sem esperança quer saber é como vamos sair dessa. Chega de cortina de fumaça, barulho proposital para desviar a atenção dos verdadeiros problemas. Qual o desempenho da Economia, o carro-chefe deste governo diferente?
Em política costumamos ouvir o termo “mais do mesmo” quando não acontecem as mudanças prometidas e os resultados esperados. Basta responsabilizar a pandemia, as interferências do STF e a imprensa esquerdopata que não deixa ninguém governar da forma que traga resultados melhores? Por que os antecessores, tão duramente criticados quando assumiu, conseguiram uma performance muito além da gestão atual? Quanto tributos foram alterados para manter os preços dos produtos que coubessem no orçamento das famílias? Que tal um “E daí”?
O fato é eu este governo está chegando ao fim do primeiro mandato – esperamos que seja o último – sem deixar uma marca que orgulhasse um brasileiro politicamente apartidário. Segundo dados internacionais, voltamos ao mapa da fome e dos maiores predadores do meio ambiente, quando se fala em queimadas e devastação de florestas. A nossa imagem perante o mundo é de causar vergonha. Viramos piada mundial por causa do comportamento inaceitável do nosso presidente da República. Não sabemos onde alguns veem tanta coisa boa nesta gestão.
Mas a vontade popular deve ser respeitada quando se trata de eleições livres, apesar da grande suspeita da transparência das urnas que o atual presidente da República levanta diuturnamente. Até quando foi eleito, ele alegou que houve fraude, que deveria ser vencedor no primeiro turno. O que poderia ser facilmente provado quando o TSE lhe deu a oportunidade de fazê-lo... se resumiu a uma desculpa que se nada pode ser provado, também não pode ser negado. A maioria não entendeu patavinas do que ele conseguiu esclarecer. Coisas de um Mito!
Falou-se que o mundo viveu a maior crise financeira em 2008 por causa da Bolha Imobiliária, através do subprime que ocorreu nos Estados Unidos. Noves fora a incoerência do Lula dizer que era uma marolinha, pois era o nosso presidente da República na época, o país não mergulhou na miséria como vemos hoje. A situação levou à falência ícones do mundo dos negócios do neoliberalismo radical, mas passou longe se ter um efeito tsunami em Terra Brasilis. Enfrentar as dificuldades exige um comportamento voltado para defender o interesse de todos.
Infelizmente o que vemos é o arrocho contra os menos favorecidos. Precarização do trabalho nunca foi avanço social, muito menos aumento de oportunidade para todos. Isso só beneficia os empresários, principalmente os que estão se lixando para os operários, desde que isso aumente os seus lucros. Privatizar tudo só é bom para quem é rico. Quantos podem pagar os planos de saúde, agora reajustados em 15,5%. Anunciar que o desemprego caiu não significa que o Paraíso abriu as portas para todos. Quem acredita que os muito ricos serão taxados no Brasil?
Sonhar que um dia viveremos sem crises econômica, política e institucional é merecer o Prêmios Nobel da Inocência, se é que isso existe. Mas os gestores são escolhidos exatamente porque vemos neles a capacidade de administrar com a maior racionalidade as diversas situações que somos obrigados a enfrentar. Pouco resolve fazer declarações seletivas para agradar nichos que atendem interesse pessoais, se no país vivem pessoas de classes sociais diversas, com necessidades diferentes. Alguém já viu tomarem a casa de um bacana por falta de pagamento?

J R Ichihara
06/06/2022

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