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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Quando o Oxigênio se torna dispensável...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como duvidar das afirmações mitológicas?

O ambiente de estabilidade que envolve economia, política, Justiça, religião, liberdade de expressão e etnia no Brasil virou um caldeirão desde que resolveram acabar com a roubalheira generalizada. Lá se vão mais de 5 anos que convivemos com agressões, troca de ofensas em todas as camadas da sociedade, em público e nas redes sociais. Soma-se a isso tudo a volta da inflação de 2 dígitos, o emprego com salários cada vez mais baixos, os aumentos descontrolados dos combustíveis e tudo que depende dele... e até dos aluguéis. Como sobreviver nesta crise?
Mas o nosso país é muito diferente dos outros. Portanto, o cenário desanimador é uma visão estreita dos que não conseguem ver além da cortina de fumaça, os que esperam tudo de mão beijada. Haja vista o percentual da população que apoia fervorosamente a gestão do presidente Bolsonaro e sua competentíssima equipe. Para essa turma de visionários, os que sabem que estamos muito melhor agora, o que existe é uma insatisfação porque o Mito mostrou como se administra um país com seriedade, transparência e eficácia. Por que negar os aplausos?
Longe vai o tempo que se ouvia muita asneira dos ocupantes da presidência da República. Estocar vento é coisa do passado, a máxima agora é priorizar a liberdade de expressão, segundo a visão do atual comandante do país. Sem ela a vida não faz o menor sentido. “Podemos até viver sem Oxigênio, jamais sem liberdade”, disse o nosso Chefe do Executivo. Como não se orgulhar disso? Por que duvidar que ele defende, ferrenhamente, o direito pessoal de cada brasileiro se expressar? O país e o mundo vai lembrar disso por muito tempo. Isso é extremamente profundo!
Infelizmente o nível de compreensão da maioria está muito aquém do que o nosso presidente declara publicamente. A previsibilidade e a visão de futuro que ele defende, em todas as atividades do dia a dia, não é absorvida pela população. Basta ver o esforço que ele faz para controlar o preços dos combustíveis. Como dizer que ele é omisso, se já trocou o presidente da Petrobras como nunca se viu antes. Não serve... coloca outro no lugar! Simples assim. Que se dane o mercado financeiro, os acionistas e tudo mais. Não era o ICMS? Mira-se no alvo certo!
Mas o que pode significar algo que se tornou mais importante do que o Oxigênio que precisamos respirar para viver? Seria o direito de poder errar nas decisões, sem prestar esclarecimentos? Ou a liberdade de agredir, duvidar e ofender quem procura atuar também dentro das 4 linhas da Lei? Talvez isso tenha causado incompreensão numa frase que exprime algo indispensável para o ser humano, pelo menos para os que se enquadram na filosofia popular em que “para o bom entendedor, uma palavra basta”. Será que as regras limitam a tal liberdade?
O fato é que sem liberdade, dentro das 4 linhas, ninguém consegue viver. Basta ver o que aconteceu com o indigenista e com o jornalista que acharam que tinham liberdade para circular pela Amazônia, mostrando ao país e ao mundo o que está acontecendo nesta região. Pouco adianta o nosso presidente dizer que mantemos preservado 80% das florestas, além de negar as informações dos órgãos que controlam as queimadas, se a realidade é muito diferente. Nessas horas a liberdade dos malvistos precisou ser limitada, assim como faltou Oxigênio para eles.
Como um ardoroso defensor da liberdade, o presidente Bolsonaro pretende realizar uma motociata em Manaus, apesar do clima de tristeza e questionamentos por causa das mortes do indigenista e do jornalista inglês em terras do Amazonas. Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? Todos morrem um dia! Onde fica o direito dele e seus apoiadores mostrarem ao país e ao mundo que a coisa mais importante na vida é a liberdade? Que se dane a falta de Oxigênio! Alguém duvida que, caso o evento se realize, será um sucesso com repercussão mundial?
A parte espinhosa da filosofia que o nosso presidente tanto defende é que o discurso só vale para um lado. Todos têm a liberdade de arrumar as malas e seguir para Cuba, Venezuela ou para o raio que o parta, caso não estejam satisfeitos com a atual gestão. Papo reto! Se quiser perguntar ou demonstrar insatisfação, tem todo o direito, mas o importante é que as portas sempre estarão abertas para deixar o país. Até onde se sabe, o Oxigênio é igual em qualquer lugar deste planeta, mas a liberdade faz toda a diferença. Portanto, a Ciência ainda vai agradecer isso ao Mito.

J R Ichihara
21/06/2022

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