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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Escândalos que podem influenciar nas eleições
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como acreditar na retidão vendo tudo isso?

A campanha eleitoral de 2022 no Brasil ainda não começou oficialmente, mas alguns acontecimentos já sinalizam como será a temperatura durante este evento. Como sempre, o desgaste de quem pretende a reeleição, especialmente no Poder Executivo, é maior que dos seus opositores. Não precisa ser um gênio da política ou da gestão pública para entender o porquê disso. Mas alguns escândalos, mesmo que não comprovados após as investigações, sempre colocam dúvidas na mente do eleitor. Tirando os convictos, isso pode mudar a opinião de alguns.
O comportamento do atual presidente da República, quando faz declarações ou responde a questões relevantes, também não contribui para conquistar a adesão de muitos cidadãos que dependem de políticas públicas mais efetivas. Será que diante de tanta violência e homicídios no país, uma opinião de que Jesus Cristo só não comprou uma arma porque naquele tempo não tinha à disposição, tranquiliza quem precisa de um Poder Público mais presente? Alguém que se considera do bem concorda que armar individualmente aumenta a segurança coletiva do povo?
Vê-se que a tática de desqualificar as gestões petistas, afirmando que deixaram o país numa situação caótica, perdeu a força da campanha de 2018 e da maior parte do período deste mandato. Quem avalia o desempenho de um governo pelos resultados oficiais apresentados, comparados com a realidade, deixando de lado o viés ideológico, têm razões de sobra para tirar o Mito do pedestal que o colocaram. Até o combate à corrupção, a principal bandeira de luta dele, está muito desacreditada por causa das denúncias nos Ministérios da Saúde e da Educação.
Mas a morte do vilão que impulsiona a inflação, o aumento dos derivados de petróleo, é a tábua de salvação para melhorar a preferência nas pesquisas eleitorais e conquistar a reeleição. Daí que até a rotatividade na presidência da Petrobras tornou-se uma rotina na vida nacional. Como o critério técnico não gerou os resultados esperados, o Mito empurrou goela abaixo da diretoria um profissional que nada tem a ver com a atividade de óleo e gás, se valendo do “preferencialmente” escrito no estatuto como exigência para ocupar o cargo. Será que agora vai?
O fato é que os escolhidos a dedo pelo presidente Bolsonaro têm sucumbido nas denúncias sobre corrupção – vide Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Educação – ou por comportamento inaceitável no exercício da função, como o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, investigado por assédio sexual com as funcionárias no trabalho. O suspeito foi afastado, mas o assunto é um prato cheio para a oposição grudar este episódio negativo à imagem do presidente Bolsonaro. Pelo Código Penal, o assédio sexual é crime!
Para aumentar o calvário do Mito, a oposição entrou com um pedido de instaurar uma CPI para investigar as denúncias sobre o esquema que havia no Ministério da Educação, na gestão do pastor Milton Ribeiro. Alguns opositores deste governo citaram que a inovação para receber propina é inédita no país, visto que não há registro de pagamento em barras de ouro. Os governistas alegam que em um ano de eleições é inadequado para uma CPI porque muitos parlamentares estarão em campanha. Mas existe momento adequado para combater a corrupção?
Infelizmente a sede de Justiça e a exigência de transparência do gestor público por parte do contribuinte depende mais do viés ideológico que do cumprimento da Lei. Por isso, surgiu no Brasil o termo “corrupto de estimação” para atender as preferências do cidadão. O que não falta são as justificativas para absolver ou condenar os envolvidos nas denúncias e até os investigados por causa das provas através de documentos ou de testemunhas. Daí que rotular alguém de corrupto, ladrão e outros adjetivos pouco elogiosos é apenas uma questão de convicção pessoal.
A intenção de denegrir a imagem do ex-presidente Lula virou uma obsessão para o presidente Bolsonaro? Em uma entrevista para uma TV italiana em outubro de 2021, ele associou Lula ao narcotráfico. Uma declaração com esta gravidade, por envolver um ex-presidente da República, poderia ser feita em um veículo de comunicação de um país estrangeiro? Será que ele pode provar isso? O curioso é que o mundo soube da apreensão de 39 quilos de cocaína num avião da comitiva do presidente Bolsonaro, na Espanha. Quem deve mais explicações ao povo?

J R Ichihara
30/06/2022

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