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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Luta do bem contra o mal e seus efeitos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando o discurso de ódio gera paz e harmonia?

O final da semana passada chocou o país com a morte do guarda municipal Marcelo Arruda, atingido por disparos feitos pelo agente penitenciário federal Jorge Guaranho. A tragédia ocorreu na festa de aniversário de 50 anos da pessoa que morreu, que era membro do PT na cidade, onde o tema era uma homenagem ao ex-presidente Lula. O agressor também foi atingido, mas não morreu. Está hospitalizado e teve a sua prisão decretada. Relatos dizem que ele adentrou o local gritando o nome de Jair Bolsonaro, foi retirado e voltou depois já disparando a arma.
A repercussão foi enorme por causa da proximidade das eleições. O motivo politico do crime foi amenizado nas declarações do presidente da República e do seu vice. Para Bolsonaro, ele não apoia esse tipo de violência, mas deixou claro que quem gosta disso deve ser o outro lado, uma referencia ao PT. O general Hamilton Mourão, o vice-presidente, falou que não devemos politizar o caso porque isso ocorre todo fim de semana no país. Curioso é que todo apoiador ferrenho do presidente imita o gesto de fazer armas com as mãos, inclusive o atirador da festa do inimigo.
Mas os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado Federal repudiaram o ato de violência por divergência política. O senador cobrou uma atitude dos líderes na disputa pela presidência da República, Lula e Bolsonaro, no sentido de conter os exageros dos seus apoiadores, com o objetivo de acalmar os ânimos, para que a campanha eleitoral não descambe para a violência. Os partidos e os pré-candidatos à presidência da República também condenaram o ato irracional praticado pelo guarda penitenciário. Em quem o agressor se espelhou para fazer isso?
Infelizmente o histórico do presidente Bolsonaro sobre o tratamento aos adversários políticos não condiz com as suas declarações sobre este desfecho triste e evitável. Ele sempre demonstrou que gosta de usar a força das armas contra os que apoiam o viés ideológico diferente do seu. Imagens empunhando o microfone com se fosse uma arma, dizendo que ia fuzilar a petralhada no Acre, não foram montadas pelos inimigos. Portanto, se eximir de incitação à violência, dizendo que já foi vítima disso durante uma campanha, não é um certificado de isenção pública.
Provavelmente a sua luta do bem contra o mal envolve outros inimigos como os aumentos dos preços nos combustíveis, a inflação e o desemprego, além do incansável e eterno combate à corrupção. Daí que a grande expectativa da redução do preço do óleo diesel, que penaliza os caminhoneiros e encarece os produtos transportados, seria mais uma vitória deste governo. Afinal depois de tantas reuniões e análise de propostas algo de bom viria nos noticiários. Mas o povo soube pela mídia que a previsão de R$ 0,13 por litro só atingiu os R$ 0,05. Procura-se um culpado?
Outro caso muito maligno, mas fora da esfera política, foi a prisão do médico anestesista Giovani Quintella Bezerra, filmado num ato de estupro de uma paciente durante um parto com cesariana. O fato assustador aconteceu no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Fala-se que as gravações o mostram passando o pênis no rosto da paciente desacordada e depois introduzindo-o na boca dela. O Conselho Regional de Medicina vai abrir um processo disciplinar de cassação contra ele.
Uma forma de manter acesa a chama da luta do bem contra o mal é ter a consciência que isso não tem fim, muito menos descanso para quem empunha essa bandeira. Talvez o erro que muitos cometem é acreditar que a maldade pode ser definitivamente eliminada. As pessoas vão ouvir do presidente Bolsonaro e dos seus apoiadores que o homicídio em Foz do Iguaçu nada tem a ver com o discurso de ódio que ele prega em toda declaração púbica que faz. O reforço disso vêm de alguns ocupantes de cargo indicados por ele, que relativizam toda e qualquer caso deste tipo.
Para quem concorda com o comportamento dos bolsonaristas, a explosão de uma bomba caseira que espalhou fezes, num ato do ex-presidente Lula, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, não pode ser considerado como uma luta do bem contra o mal. Da mesma forma que o ataque com fezes o ovos contra o carro do juiz que decretou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, está longe de ser uma manifestação democrática e dentro das 4 linhas. Além dessa incivilidade, o juiz vem sofrendo ameaças contra a sua pessoa. Por que ninguém pode aplicar a Lei contra este governo?

J R Ichihara
13/07/2022

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