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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Polícia Federal botando o bloco na rua
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem medo do toc toc toc?

Nesta quinta-feira (08/02/24) o assunto que dominou o espaço na grande mídia foi a operação da Polícia Federal na sede do PL, em Brasília, o partido político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação teve uma repercussão bombástica, apesar da ausência da espetacularização que a população via nas operações dessa corporação. Mas as imagens mostraram as sacolas fechadas, provavelmente com os utensílios e os documentos apreendidos, sendo colocados nos veículos. Pode-se até dizer que houve muita discrição, mas essa deveria ser a prática habitual.
O fato é que a sede por Justiça que contaminou o país há alguns anos tem um lado negativo que deve ser evitado a todo custo. Repetiremos o erro cometido no passado recente, se exigirmos a condenação sumária dos investigados, sem lhes dar o amplo direito à defesa, apesar das provas obtidas legalmente. Um espetáculo midiático somente alimenta o ódio e a parcialidade nas decisões da Justiça. Portanto, o cumprimento da Lei não precisa de herói, figura que se tornará celebridade nacional e internacional e tudo mais. Não é esse o nosso sonho de consumo? Então...
Mas a mídia sobrevive de notícias, com o foco naquelas que chamam a atenção do telespectador, não vê as operações da Polícia Federal da mesma forma. Ela quer saber de tudo – às vezes até do que é segredo de Justiça – para que o nível de audiência suba. Como manter certos assuntos sob controle somente da investigação? Afinal a sede por notícias está no DNA dessa atividade. Por isso, ouvimos inverdades e outras desinformações por causa da ansiedade ou precipitação de alguns jornalistas e apresentadores de telejornais. Muita calma nessa hora!
A divulgação de trechos do relatório da Polícia Federal sobre a reunião do então presidente Bolsonaro e seus colaboradores mais próximos, deixa muito claro que havia um golpe sendo planejado na gestão anterior. O argumento que ele não participou é derrubado quando se soube que a exigência das ações partiu dele. Se os outros presentes também devem ser investigados é indiscutível, mas a blindagem que os seus aliados construíram não resistiu a uma investigação preliminar. Há um vídeo gravado desse evento que está com a Polícia Federal.
Lógico que as operações da Polícia Federal ganham apoio e críticas, mas alguns comentários são analisados com outra visão, inclusive a política. Quando perguntado sobre o que achou de tudo que envolve o ex-presidente e seu partido PL, o presidente Lula disse: "É muito difícil um presidente da República falar sobre uma ação que é feita depois de uma decisão judicial", respondeu à Rádio Itatiaia. "Espero que a PF faça a coisa do jeito mais democrático possível, e que não haja nenhum abuso”. Quem já viveu uma situação dessas sabe do que se trata.
Por outro lado, os que gostam de ver o circo pegando fogo, citam que a ABIN paralela espionava até aliados, ex-aliados e ex-ministros do próprio Bolsonaro. Talvez por isso ouvimos declarações do falecido Gustavo Bebianno, do deputado Alexandre Frota, do ex-ministro Abraham Weintraub, este disse que Bolsonaro só tem “trejeito de pessoa honesta”. Outros defensores dele, também espionados, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia e o deputado federal Kim Kataguiri. A lista foi elaborada pela Polícia Federal.
Uma ocorrência que agitou ainda mais o ambiente foi a detenção do presidente do PL Waldemar da Costa Neto, o partido do ex-presidente Bolsonaro, por porte ilegal de arma e posse de uma pepita de ouro de garimpo. O fato ocorreu numa busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação Tempus Veritatis, em Brasília. Ele foi conduzido à Superintendência da PF para prestar esclarecimentos e deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira. Isso não tem ligação com a missão, mas levantou suspeitas sobre desvios de recursos para outros fins.
Seria surpresa ouvir da oposição, a que sempre quis bandido na cadeia, que tudo isso não passa de uma perseguição política contra Bolsonaro? Por isso, quem havia esquecido da velha “narrativa”, como um resumo do que consideram conclusivo, passou a ouvi-la com muita frequência nas declarações dos críticos, ou blindadores como queiram, sobre tudo o que está vindo à tona com o avanço das investigações. Se tudo isso é invenção... será muito fácil a defesa do ex-presidente livrá-lo de uma condenação. Mas o que ainda veremos sob o tapete levantado?

J R Ichihara
09/02/2024

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