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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Centelha no fim do túnel
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Centelha no fim do túnel


Para não dizer que só recebemos notícias desagradáveis e desestimulantes, os jornais e a TV mostraram que a Justiça resolveu intensificar o mutirão para verificar a situação da população carcerária no país. O melhor de tudo foi que concentraram o foco nos locais onde a Defensoria Pública, aquela que o Estado coloca à disposição de quem não tem recursos para pagar um advogado. Apesar do resultado ainda estar longe do esperado, muita irregularidade foi corrigida. Vários apenados que já haviam cumprido suas dívidas com a Justiça foram liberados.
Outra boa notícia veio do exterior, mais precisamente dos Estados Unidos, a maior economia do planeta. Veiculou-se que houve um crescimento de 3% no PIB, sinalizando que pode ser um indício de recuperação do abalo causado pela crise financeira do final do ano passado. Mas os cautelosos alertam que isso foi gerado pelo aumento no consumo, a força motriz da economia naquele país. Apesar da sucessiva queda do dólar e da enorme rejeição externa adquirida pelas guerras injustificadas, houve um ligeiro aumento nas exportações – outro ponto forte deste país.
Mas isso não chega a ser uma luz no fim do túnel. Quando muito uma fagulha, uma centelha, como a luminosidade gerada pelo vaga-lume. Claro que significa alguma coisa, que provoca certo ânimo, mas ainda falta muito para o mundo retornar à velocidade onde parou por causa da crise. Espera-se que essas melhoras pontuais sejam as fontes indicadoras para encontrar o caminho perdido. Talvez já estejamos na calmaria, por isso é hora de repensar sobre tudo o que aconteceu para direcionar as ações... Quem sabe frear um pouco a ambição por superganhos?
A nossa Justiça, infelizmente, não consegue melhorar a sua imagem perante a opinião pública. Mesmo com esta decisão para minimizar o problema dos mais necessitados, convivemos com a desvantagem e a desigualdade quando se trata de quem pode pagar por sua defesa. Os jornais de maior circulação no país estamparam que a Eletrobrás pagou R$ 1 milhão para defender os ex-diretores Valter Luiz Cardeal de Souza e Jose Drumond Saraiva, além do ex-presidente Aloisio Vasconcelos Novais, todos denunciados por irregularidades administrativas... com dinheiro público!
Fica muito difícil, dessa forma, convencer o pobre do apenado que cumpriu pena além do que foi sentenciado pela Justiça, simplesmente porque ninguém o defendeu conforme prevê a nossa Constituição – não havia defensor público para ele. No entanto, os ex-poderosos da Eletrobrás, investigados pela Polícia Federal e denunciados ao Ministério Público, por praticarem crimes contra o Tesouro Nacional, recebem todo o apoio jurídico à custa do contribuinte. Como acreditar que o tratamento é igual para todos perante a Lei? Quando isso vai mudar? Dá para acreditar na Justiça?
Erroneamente só se pensa somente em meio ambiente, trânsito e segurança coletiva, quando se trata de qualidade de vida. Mas num mundo globalizado esse conceito é muito mais amplo. Quem não tem acesso a todos os direitos constitucionais de um cidadão jamais poderá ser considerada uma pessoa com qualidade de vida digna. Isso é o mínimo necessário que alguém precisa para ser respeitado como ser humano. País que trata de maneira diferenciada os seus cidadãos, ou os de outros países, jamais proporciona qualidade de vida de forma justa para todos.
Como nem tudo está perdido, apesar da necessidade de melhora em muitos pontos, precisamos acreditar que uma faísca pode se transformar em luz mais intensa. Depende da humanidade aprimorar o que funciona e corrigir o que não está certo. Dá muito trabalho, mas nada que não possa ser feito através das gerações. A iniciativa da nossa Justiça foi muito boa, mas a da Eletrobrás foi péssima. Os Estados Unidos precisam, além da recuperação econômica, repensar sua forma de intervenção nos outros países. Enfim, precisamos aprender a conviver globalmente.


J R Ichihara
31/10/2009

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