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MALVINAS :A GUERRA QUE A ARGENTINA GANHOU, MAS, NÃO LEVOU...
Por: Antuérpio Pettersen Filho

MALVINAS : “A GUERRA QUE A ARGENTINA GANHOU, MAS, NÃO LEVOU...”

Por : Pettersen Filho

Deflagrada nos, já, idos Anos Oitenta, do Século Passado, o Conflito Anglo-argentino pela posse das Ilhas Falklands, segundo a Inglaterra, Malvinas, conforme a denominação Espanhola, arrebatada pelos Britânicos em 1833, e desde então, mantida a força como possessão ultra-mar do Antigo Império Britânico, “Leão”, cujos dentes e garras já enfraquecidos, em nada lembra as posse de outrora de Sua Majestade, a Rainha da Inglaterra, acaba de ganhar, essa semana, um novo capitulo:
É que a Inglaterra comina instalar uma plataforma de prospecção de petróleo na Ilha, mesmo diante do veemente Protesto Portenho, reabrindo velhas feridas ainda mal cicatrizadas, diante de uma Argentina, tal qual nos tempos da Invasão, em 02 de Abril 1982, pela Junta Militar do General Galtieri, enfraquecida e ferida em seu Orgulho Nacional, diante de uma administração ineficaz e desastrosa da Presidente Cristina Kirchiner, quem vê no episódio, após ser desautorizada pelo seu próprio Presidente do Banco Central, na sua tentativa de Ataque ao Tesouro para quitar dividas externas, uma belíssima oportunidade para resgatar o seu prestigio, condenando, no ato, a Coroa Britânica, pelos fatos.
Porquanto os Paises do Sub-continente, de menos a América Anglo-saxõnica, Canadá e Estados Unidos, reúnem-se no México para criarem uma hilária Comunidade de Paises da América Latina e Caribe, para fazer contrapartida a sua congênere OEA, de Comando Norte-americano, também essa semana, ameaçando varrer para a Lixeira da História o velho e atuante Imperialismo Estadunidense, o episódio serviu de prato cheio para a sua Auto-afirmação, emitindo seus Nato-integrantes sonora “Nota de Apoio” a Argentina, na questão, Nota essa, que não passa de retórica, face a falta de Poder Militar ou Econômico do novo “Bloco”.
Sem se aterem, no entanto, que nenhum outro Conflito Moderno, desde a Segunda Guerra Mundial, ou a Paz Armada da Guerra Fria, foi tão romanticamente desencadeado, quando, um Pais de Terceiro Mundo, então a Argentina dos Anos Oitenta, arquitetou e executou um brilhante plano de Invasão das Malvinas, bem debaixo do Imenso guarda chuvas Protetor dos Estados Unidos, e contra um Pais membro da OTAN – a infernal aliança do Atlântico Norte, voltada contra a antiga URSS, sem que ambos percebessem, a não ser quando era tarde demais, e Comandos Argentinos já tivessem batidos, inteiramente de surpresa, os devotado soldados da Coroa Britânica, emblematicamente estacionados nas Falklands.
O que se viu a seguir, depois que Los Hermanos tomaram Porto Argentino/ Port Stanley, foi muito oba-oba, enquanto a Frota Naval de Sua Majestade reunia, inadequadamente, cerca de dois Porta-aviões, o Ark Royal, e outro, que sequer me lembro do nome, com não mais que impressionantes aviões Sea Harrier, de decolagem vertical, mas, totalmente desapropriados para o tipo de batalha que se seguiria, daí, há cerca de um mês, porquanto a Frota descia o Atlântico, com apoio e intendência velada dos EUA, para resgatar a Ilha.
Detentora, então, da mais aparelhada Força Aérea da América Latina, Arma que se mostrou eficientíssima na Incursão Portenha, após um período de intensa rivalidade militar com o Brasil, alimentada e estrategicamente fomentada pelos próprios USA, sob o jugo de reiteradas Juntas Militares (Depois do Conflito Brasil e Argentina celebrariam a União do Mercosul, e se aproximariam), a Argentina possuía, no entanto, uma variada gama de aeronaves de relativa eficácia, que se mostraram muito superiores aos Harries Britânicos embarcados: Suparsônicos Franceses, Mirage, a sua versão israelense, o Kfir, confiáveis F-5 e A-4 Sky Hawk americanos, e, sobretudo, os estratégicos Superetandart Franceses, da Arma Naval, então, recentemente adquiridos, e munidos de mísseis ar-mar Exocet, que causariam profundas perdas a Marinha Britânica, nunca antes utilizados em qualquer conflito real aberto, na História Moderna.
Assim é que, tendo decretado retoricamente uma Zona de Exclusão, contra Embarcações Argentinas, em torno da Ilha, enquanto sua Frota aproximava-se, vagarosamente, dando lugar às manobras diplomáticas aliadas de dissuasão, impondo pesada pressão política contra os Chefes Militares Argentinos, e o seu Regime, Zona em que a Ingaterra, Potência Nuclear, impôs, praticamente, a única derrota naval a Argentina (Durante o Conflito a Frota Argentina ficou quase toda ancorada), ao afundar, covardemente, fora do tal polígono um velho Cruzados Argentino, obsoleto, remanescente da Segunda Guerra Mundial, o General Belgrano, com 1200 homens, a Argentina foi, passo-a-passo, minando a Coragem Britânica, primeiro, ao botar em combate, e com sucesso, os Superetendart, e abater mortalmente pelo menos três fragatas inglesas, a Sherffild , Ardent e Antelope, o Destróier Coventry, além de alvejar o próprio Ark Royal.
Determinados a reocupar a Ilha, enquanto manobras de desgaste e exposição da Junta Militar, interna e externamente, prosseguiam, utilizando-se de manobras perante o Chile, então, Inimigo da Argentina, na disputa pelo Canal de Beagle, e, tentando envolver, ao seu lado, o Brasil, nos embates, ao mandar Bombardeios Avro Vulcam sobrevoar o Pais, sem sucesso, conduzidos ao solo e desarmados pela FAB – Força Aérea Brasileira, enquanto a Argentina, sem maior apoio, limitou-se a sobrevoar a Ilha, bombardeando os Navios Ingleses, utilizando caças vindos do Continente, mas no limite do seu sobrevôo, a Inglaterra, com pesadíssimas perdas navais, e, nos bastidores, com uma “Vitória de Pirro”, muito mais política, diante do enfraquecimento da Junta, do que pela rendição dos poucos Militares Portenhos, semi-abandonados na Ilha, nos últimos dias do Conflito, diante da falência do Regime, a Campanha Argentina, arrefecida pelos anos passados, na verdade, pode ser compreendida, na História, talvez, como um das mais fabulosas, e exitosas, Campanhas de um Pais da Sub-américa, contra uma Potência Européia.
Talvez tenha faltado a Argentina, somente, a Determinação Política que, a Inglaterra, ora, mesmo diante de um Pais desgastado e sucateado, por anos-a-fio de intensa Crise Econômica e Recessão, noutro contesto, insiste em querer dar-lhe, com o “Ingrediente Novo” do Petróleo, e da novíssima União Sub-continental de Nações, afora os Estados Unidos.
Hugo Chaves e Fidel Castro devem estar se deliciando de contentamento:
“Viva Simon Bolívar !!!”

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